Olimpíadas de Pequim 2008

História Locais de Prova Pequim Brasileiros a Escolha Estrelas Modalidades Notícias

 

Estrelas Aguardadas



GIBA   

Nome completo: Gilberto Amauri de Godoy Filho
Data e local de nascimento: 23/12/1976, em Londrina (PR)
Altura e Peso: 1,92m e 85 kg
Impulsão no ataque: 3,25m
Altura alcançada no bloqueio: 3,12m
Onde começou : Círculo Militar
Clubes por onde passou: Curitibanos, Cocamar, Chapecó, Olympikus, Suzano, Telemig/Minas, Ferrara (ITA), Cuneo (ITA) e Iskra Odintsovo (RUS)

A Olimpíada de Pequim será o último passo de uma geração que vai ser lembrada por décadas. A equipe comandada por Bernardinho entra na reta final rumo a mais uma medalha olímpica.

O ponta Giba, um dos melhores jogadores do mundo, deve permanecer após os Jogos de Pequim, mas verá companheiros de vitórias e mais vitórias pendurarem a Amarelinha depois da Olimpíada. Então, nada melhor do que outro ouro para coroar o que o próprio Giba chama, nesta entrevista exclusiva, de "geração quase inatingível". Confira os principais trechos:

O que faltou para você acertar a volta ao Brasil?
Este ano ainda não dá. Tentamos uma negociação grande com a Cimed/Florianópolis, mas acabou que não deu certo. A multa era muito alta lá (na Rússia) e o tempo de negociação era curto. Não podia deixar meu time (Iskra Odintsovo) sem ter um substituto no mercado. Então, optamos por ter mais um ano para fazer uma proposta, já que a multa vai cair bastante. Ano que vem será viável.

O dinheiro pesou nessa hora?
Pesou um pouco de tudo. Sempre entrei e quero sair pela porta da frente em todos os times pelos quais joguei. Eles foram corretos comigo e não podia deixá-los na mão. O dinheiro pesou, claro, afinal tenho mais uma boca vindo aí para sustentar. Mas o Brasil está crescendo e chegando perto do nível dos salários mundiais.

A repatriação é em razão da regulamentação da FIVB (Federação Internacional de Voleibol) que restringe o número de estrangeiros ou é o momento de os jogadores voltarem e reforçarem a Superliga?
É o conjunto de fatores. Estamos com 32, 33 anos e não sei até quando vamos jogar. Todos querem acabar a carreira no Brasil, ninguém quer se aposentar lá fora. A lei da FIVB ainda não deu certo e acho que não vai dar porque há muitos campeonatos que precisam dos estrangeiros. Ao mesmo tempo, o Ary Graça (presidente da Confederação Brasileira) está fazendo um trabalho espetacular que pode ser coroado com jogadores voltando e fazendo da Superliga um dos melhores campeonatos do mundo, como já foi.

Vários jogadores vão deixar a Seleção após a Olimpíada. E você, pára quando?
Enquanto tiver vontade e não perder a adrenalina, continuo na Seleção. Com certeza preciso de uma pausa, uma folga, estamos estudando. Talvez seja na Liga Mundial do ano que vem, ou então jogo a Liga e fico o resto do ano fora. Preciso descansar, já são 13 anos na Seleção adulta, 15 desde a base, direto. Estamos estudando, mas acho que até o Mundial de 2010 dá para eu ir.

Como é ver boa parte de sua geração deixando a Seleção e ser um dos poucos a ficar?
Alguns vão continuar, como Dante, Rodrigão, talvez o Sérgio... Precisamos ver o que o Bernardinho vai fazer, quem da comissão técnica vai ficar. Há jogadores com necessidade de parar, como o Gustavo, que já prometeu para os filhos dele que vai passar mais tempo em casa. A minha família eu tento levar para todos os lugares e, agora, tem mais um que também vai viajar. É um momento mágico e especial dessa geração e cada um tem direito de escolher o futuro após a Olimpíada.

Bernardinho conversou com vocês sobre a possível saída dele?
Como a gente fez em Atenas, vai conversar quando acabar a Olimpíada. Daí, com calma, vamos ver o que vai acontecer. Não acredito que ele saia. Os jogadores já colocaram um ritmo de jogo, não tem por que mudar o que está dando certo.

Como está o pacto para conquistar o ouro em Pequim?
Esse pacto foi firmado em Atenas, quando todo mundo se reuniu e falou que ia ganhar mais uma medalha. O pacto só aumentou quando os jogadores disseram que iam parar. Isso aumenta a responsabilidade de cada um. A gente sabe que a Olimpíada de Pequim vai ser o último campeonato de uma geração quase inatingível, que vai levar algumas décadas para alguém fazer o que a gente fez. Vai demorar para um time manter uma hegemonia por dois ciclos olímpicos, como a gente escreveu na história.

Em Atenas você estreou um cavanhaque, repetido na final do Mundial. O que vai ser agora?
A expressão foi uma invenção antes das finais da Olimpíada. Eu estava barbudo, daí deixei o cavanhaque e pensei em deixar aquele bigodão de mexicano. E pegou! Virou uma marca, porque só deixo aquele bigode na final, e toda final com bigode a gente ganhou. Virou um símbolo. As pessoas olham e dizem: "Ferrou, não vai dar!".

Os adversários comentam?
Eles ficam brincando, dizendo para eu não usar, que está feio demais. Digo que é essa a intenção, ficar feio e com cara de mau para assustar o adversário.

O possível ouro em Pequim consagra essa geração como a melhor de todos os tempos?
Não fazemos pensando no que podem dizer... É algo natural que vai acontecer. A gente pensa em ganhar para a gente, para a felicidade do grupo, para o que a gente construiu ao longo de 15 anos. Queremos ganhar a Olimpíada porque é o último campeonato de uma geração maravilhosa. A gente merece!

Sua filha nasceu durante os Jogos de Atenas. Ser pai a cada ciclo olímpico é planejamento?
Não, não é... A gente queria que a Cristina (Pirv) ficasse grávida antes ou depois dos Jogos, para ir para Pequim com um ou dois meses ou a gente viajar com ele para lá. Por vários motivos não foi possível, não foi planejado. Fazer filho não é tão fácil assim... (risos) Mas é bom, porque tenho que trazer outra medalha, caso contrário apanho em casa. Já imaginou trazer medalha para um filho e não para o outro? (N.R.: Patrick deve nascer em 10 de setembro)

Giba, agora queria entrar no assunto Ricardinho...
Desculpa, mas essa é uma situação que prefiro não conversar.

Então, só quero saber se você conversou com ele depois do Pan do Rio.
Não conversei mais. É um assunto que coloquei uma pedra em cima. Mais do que o grupo fez, não pode fazer; mais do que eu fiz, não posso fazer. E se não teve uma resposta do outro lado, a pedra é colocada em cima e o assunto acabou.

A pedra é sua ou do grupo? Foi uma decisão pessoal?

Foi de todo mundo. Ele criou a situação e a gente só lamentou por isso, e não falamos mais no assunto.

Curiosidades:

Leucemia: Aos 4 meses de idade, venceu sua primeira batalha: contra a leucemia.

Cicatriz: Aos 11 anos, brincando de esconde-esconde, caiu de uma árvore e rasgou, literalmente, o braço esquerdo, do punho ao cotovelo. Ainda hoje é possível ver a cicatriz, afinal, foram 150 pontos.

Doping: Em 2002, quando estava no Ferrara, foi suspenso por oito jogos (dois meses) no Campeonato Italiano após ser pego no exame antidoping, por consumo de maconha.

Pai e marido:
Giba é casado com a ex-jogadora de vôlei romena Cristina Pirv. Com ela, teve Nicoll, de quatro anos, e espera o nascimento de Patrick. Ao lado, a família em Odintsovo, na Rússia.

Melhor amigo : Até o episódio da dispensa de Ricardinho durante o Pan do Rio, Giba e o levantador eram considerados amigos inseparáveis de Seleção. Mas, desde então, eles não conversaram.

Conquistas:
• 1 ouro olímpico - Nos Jogos de Atenas-2004
• 2 mundiais- Em 2002, na Argentina, e, em 2006, no Japão
• 1 ouro pan-americano - No Pan do Rio, ano passado, além do bronze em Santo Domingo-2003
• 2 da Copa do Mundo - 2003 e 2007, ambos no Japão
• 6 da Liga Mundial - 2001, 2002, 2003, 2005, 2006 e 2007
• 1 mundial Infanto-juvenil, na Turquia-93



JADEL GREGÓRIO   

Nome completo: Jadel Gregório
Data e local de nascimento: 16/09/1980, em Jandaia do Sul (PR)
Peso e Altura: 104 kg e 2,02m
Residência: Gateshead (Inglaterra)
Prova: Salto triplo

De infância humilde como pedreiro, office-boy e sorveteiro a esperança brasileira de medalha nos Jogos Olímpicos de Pequim. Jadel Gregório acredita ser ele próprio o maior adversário a ser batido. Quatro anos atrás, na Olimpíada de Atenas, Jadel era apontado como um dos favoritos até à medalha de ouro, mas parece ter sentido a pressão e acabou apenas em quinto lugar no salto triplo e em 16º no salto em distância. Com a cabeça voltada apenas para Pequim, o vice-campeão mundial revelou que se sente mais bem preparado do que em 2004 e garante que está pronto para a disputa dos Jogos, em agosto.

- Antes eu tinha outras coisas para me preocupar, como o trânsito de São Paulo, as aulas na faculdade. Agora é diferente, me dedico exclusivamente aos treinos. Meu único objetivo é melhorar meu salto, que é de 17,27m.

Confira abaixo trechos da entrevista de Jadel ao LANCENET:

Você acha que após o quinto lugar em Atenas, a pressão vai aumentar ou diminuir em Pequim?
A pressão continua a mesma. Atenas foi Olimpíada e Pequim também será, continua a mesma coisa, o mesmo tipo de pressão.

Qual é o seu maior adversário em Pequim?
Jadel Gregório é meu maior adversário. Tenho de me vencer a cada dia que chego na pista, preciso melhorar técnica, corrida e uma série de coisas. Quando estou cansado, com preguiça e não quero levantar, é tudo comigo mesmo.

De que forma a medalha no Pan influenciará em Pequim?
O Pan é uma competição forte, mas Olimpíada é a competição mais importante do planeta. Pouco ajuda a intimidar aos adversários.

Como está sendo a sua preparação até a Olimpíada?

Treinarei pesado até o final de julho. No início de agosto, já visando os resultados, começo a fazer parte mais específica, a fazer um treino mais competitivo para dar resultado no final de julho e agosto. Disputo oito competições até os Jogos Olímpicos de Pequim.

Você se acha favorito ao ouro em Pequim?

Acho que para uma competição neste nível não existe favorito. Quem estiver bem no dia e na hora é o favorito para levar a medalha.



ROBERT SCHEIDT

Nome completo: Robert Scheidt
Esporte: Iatismo
Modalidade: categoria Star/Laser
Data de nascimento: 15/04/1973
Local: São Paulo (SP)
Altura / Peso: 1,87m / 79 kg
Clube: Yate Clube de Santo Amaro (YCSA)
Maior realização no esporte: ouro nos Jogos Olímpicos de Atlanta-1996 e Atenas-2004
Maior frustração no esporte: "A partir do momento em que faço o que gosto, não existe frustração. O importante é saber lidar com as vitórias e as derrotas"
Treinador: Claudio Biekarck
Tempo no esporte: 25 anos
Expectativa para competições: "Estando bem preparado, tenho chances de um bom desempenho, mas o resultado dependerá da competição"
Ídolo: Pelé e Michael Jordan
Superstição: Um cavalo do jogo de xadrez que levo comigo para dar sorte desde o meu primeiro campeonato importante.
Time de futebol: Santos
Lazer: Cinema (filme de ação)
Prato predileto: Comida japonesa e massas
Livro: "Os Segredos dos Campeões", de Roberto Shinyashiki
Freqüência da leitura: Um por mês
Cantor/banda Acústico: Charlie Brown
Hobby: Tênis



Roberto Scheidt iniciou no esporte na Escola Infantil do Esporte Clube Banespa e pelo C.A.D.E. no Esporte Clube Pinheiros. Por influência do pai começou a velejar. Velejava e participava de torneios de tênis. Acabou optando pela vela. Com apoio de Dudu Melchert, seu técnico, progrediu rapidamente vencendo diversas competições. Sagrou-se campeão sul-americano de Optimist, em Algarrobo, no Chile, com apenas 11 anos de idade. Venceu novamente no ano seguinte e foi convocado para representar o Brasil no Mundial de Optimist em Rosas, Espanha. Era a consagração no esporte da vela. Largou o tênis.

Com o peso e tamanho excedendo o recomendado no Optimist, ingressou no Snipe, onde colheu ótimos resultados. Estava aguardando encorpar para poder velejar no Laser. Já em 1990 sagrou-se vice-campeão brasileiro júnior de Snipe e campeão brasileiro júnior de Laser, classificando-se para o Mundial júnior de Laser na Holanda. Neste campeonato, realizado nos moldes de uma olimpíada, pegou gosto pela vela de alta performance e percebeu que tinha talento para vencer. O que faltava era experiência internacional.

Estabeleceu um plano de treinamento que incluía regatas na Dinamarca, Suécia e a famosa semana de Kiel, na Alemanha. Foi ao Mundial e venceu nove das dez regatas, sagrando-se campeão mundial júnior de Laser em 1991 na Escócia. Foi seu ingresso no primeiro time da vela mundial.

Em março de 1995 venceu o Pan-Americano em Mar del Plata, Argentina, tendo o primeiro destaque pela imprensa nacional. Surgiram os primeiros patrocínios.

Em 1996 formou-se administrador pela Universidade Mackenzie. Nova decisão importante: continuar na vela ou trabalhar na profissão. Porém as vitórias em sucessivos campeonatos mundiais, bem como a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atlanta, e o conseqüente reconhecimento pela imprensa, prenderam-no definitivamente à vela.

Sua carreira registra vários títulos mundiais em classe olímpica, sendo:

• 1 vez campeão mundial de Star
• 8 vezes campeão mundial de Laser
• Campeão mundial júnior de Laser
• campeão dos Jogos Mundiais da ISAF de Laser
• 3 ouros em Pan-Americanos
• 1 ouro olímpico em Atlanta-1996
• 1 prata olímpica em Sydney-2000
• 1 ouro olímpico em Atenas-2004

• Eleito melhor velejador do Mundo pela ISAF em 2001 e 2004, além de 177 pódios, dos quais 87 internacionais nas diversas classes de barco nos quais competiu.





DIEGO HYPOLITO  

Nome completo: Diego Matias Hypolito
Nascimento: 19/06/1986, em Santo André (SP)
Altura / Peso: 1,70m e 69kg
Clube: Clube de Regatas do Flamengo

O sucesso não aconteceu de uma hora para outra. Foram quase dez anos treinando em média sete horas por dia até seu primeiro resultado expressivo: o quarto lugar no solo no Mundial de 2002, em Anaheim, nos Estados Unidos. Tanta dedicação e persistência surpreendem quem o ouve contar que houve uma época, ainda criança, em que ele nem gostava de ginástica:

- Eu tinha uns sete anos, minha família ainda morava em Santo André, no interior de São Paulo, e a Dani ficava insistindo para eu entrar na aula também. Ela falou tanto que acabei indo um dia. Mas não gostei, achei chato e saí logo uma semana depois.

No entanto, no mês seguinte, Diego estava de volta. Dois anos depois, ele participou de seu primeiro torneio internacional, em Cuba. Aos 11 anos, já treinava duas horas por dia, como um profissional:

- Foi aí que a ginástica ficou séria para mim. Todos os técnicos diziam que eu tinha facilidade no solo e acabei me dedicando mais no tablado. Mas nunca imaginei um dia virar um ginasta.

O exemplo, confirma Diego, vem de casa. Fã incondicional da irmã, Daniele Hypolito, ele sempre vibrou com as conquistas dela, como a prata no solo no Mundial de Ghent, na Bélgica, em 2001, a primeira do Brasil em torneios internacionais de ginástica. Este ano, na vez de Diego subir ao pódio no Mundial, foi dela o primeiro abraço, ainda no ginásio.

Em 2004, Diego ganhou cinco medalhas de ouro no solo e uma no salto em etapas da Copa do Mundo. Com o ouro no Mundial, ele entrou definitivamente para o rol dos grandes nomes do esporte e apresentou ao mundo a ginástica masculina brasileira.

Superação. Essa é a palavra que define 2005 para Diego Hypolito. No ano em que se tornou o primeiro brasileiro campeão mundial de solo, Diego passou por momentos complicados: dias antes da etapa de São Paulo da Copa do Mundo de Ginástica, em abril, ele sofreu uma fratura na tíbia da perna direita e ficou seis meses sem treinar. A volta ao tablado aconteceu apenas três semanas antes do Campeonato Mundial, em Melbourne, na Austrália, em novembro.

Em 2006, além das quatro medalhas obtidas em etapas da Copa do Mundo, Diego ficou com o vice-campeonato mundial na Dinamarca, e fechou de forma espetacular o ano, com a medalha de ouro no solo na grande final da Copa do Mundo de Ginástica, em São Paulo, onde inovou com um duplo twist carpado com uma pirueta, que acabou sendo batizado de "Hypolito" pela Federação Internacional de Ginástica.

Referência da modalidade no Brasil, 2007 foi o ano de brilhar no Pan-Americano do Rio de Janeiro. O ginasta foi campeão no solo e no salto com cavalo, além de conquistar a medalha de prata por equipes. Além disso, Diego tornou-se bicampeão mundial no solo, na etapa de Stuttgart, na Alemanha.

Muito para Diego Hypolito? Que nada! O ano de 2008 promete ainda mais glórias para o ginasta brasileiro.

Conquistas:
• Campeão Mundial (solo) - Stuttgart, na Alemanha (2007)
• Campeão pan-americano (solo e salto com cavalo) - Rio de Janeiro (2007)
• Vice-campeão por equipes - Rio de Janeiro (2007)
• Vice-campeão do mundo - Aarhus, na Dinamarca (2006)
• Campeão Mundial no solo - Melbourne, na Austrália (2005) (esta foi a primeira medalha na história da ginástica masculina brasileira)
• Bicampeão da grande final da Copa do Mundo (2004, na China, e 2007) Obs.: esta competição é realizada de dois em dois anos e só competem os oito melhores do mundo



FABIANA MURER 

Nome completo: Fabiana de Almeida Murer
Nascimento: 16/03/1981, em Campinas (SP)
Altura / Peso: 1,72m e 64kg
Residência: São Paulo (SP)
Prova: salto com vara

Ela repete o mesmo caminho, em poucos minutos a pé, pelo menos cinco dias por semana. Pela manhã e à tarde, são seis horas de treinos diários. Beleza e simpatia, porém, nunca estarão à frente do esporte na lista de prioridades de Fabiana Murer, campeã recordista e pan-americana. Fabiana é diferente, a começar pela modalidade que escolheu: o salto com vara. Branca em um esporte de negros, educada em escola particular, graduada em fisioterapia, nem mesmo de novos patrocínios ela diz necessitar. Queria mesmo reconhecimento, que veio depois do ouro no Pan do Rio.

O que mais pode querer? Uma medalha olímpica. E tem chance, pois está pré-classificada para os Jogos de Pequim, em agosto.

Antes da China, ela passou um período de treinos com Vitaly Petrov - melhor técnico do mundo em 2007 -, e a russa campeã olímpica e mundial Yelena Isinbayeva. Pouco depois, conquistou a medalha de bronze no Campeonato Mundial de Atletismo Indoor, em Valência, na Espanha.

Curiosidades:

Paixão pelo circo: Desde pequena apaixonada por circo, Fabiana treinou ginástica até descobrir o atletismo. Mas já desistiu de dar cambalhotas num picadeiro. "Tenho uma amiga que era ginasta e foi para o Cirque du Soleil. Eu? Tô fora".

Chega de balada: Fabiana sempre gostou de sair para baladas, mas, há algum tempo, só vai para barzinhos com os amigos. "Como treino todo dia, não agüento mais ficar acordada até às 6 da manhã. E não dá pra beber até encher a cara".

Amiga da deusa: Desde que passou a treinar com Vitaly Petrov, Fabiana ficou amiga de Yelena Isinbayeva, a melhor do mundo no salto com vara. Hoje, trocam e-mails e formam até uma "panelinha" nas competições.

Fisioterapia:
Fabiana é graduada em fisioterapia e pretende exercer a profissão quando encerrar a carreira. A idéia é ter a própria clínica e trabalhar com atletas. Mass, calma, os planos são para depois da Olimpíada de Londres, em 2012.

Conquistas:
• Bronze no Campeonato Mundial de Atletismo Indoor 2008 - Valência (Espanha)
• Ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro (2007) - recorde da competição, ao estabelecer a marca de 4,60m.
• Prata na Copa do Mundo de Atletismo de seleções continentais (2006) - Atenas (Grécia)
• Campeã Ibero-Americana na Guatemala (2002) e em Huelva (2004)


JADE BARBOSA 

Nome: Jade Fernandes Barbosa
Nascimento: 01/07/1991, no Rio de Janeiro (RJ)
Clube: Clube de Regatas do Flamengo
Federação: Rio de Janeiro
Vaga em Pequim-2008: Jade ainda não está oficialmente classificada para a Olimpíada de Pequim, mas é quase certo que ela será escolhida para preencher uma das seis vagas destinadas à equipe brasileira nos Jogos.

Apesar de ser um nome bastante conhecido no meio da Ginástica Artística desde 2005, quando substituiu Daiane dos Santos no Pré-Pan do Rio de Janeiro, Jade Barbosa apareceu para o Brasil somente em 2007. O ano, aliás, foi especial para a ginasta, que conquistou resultados expressivos que a colocaram entre as melhores do mundo na modalidade.

Ano passado, na etapa de Cottbus, Alemanha, da Copa do Mundo de Ginástica, Jade levou a medalha de prata na paralela, além de ficar em quinto no salto.

Mas foi no Pan-Americano do Rio de Janeiro, em julho, que a ginasta ficou famosa no Brasil todo. Jade conquistou ao todo três medalhas, uma de cada cor. Ouro no salto sobre o cavalo, prata por equipes e bronze no solo.

Já consagrada, a atleta do Flamengo viajou em setembro para o Campeonato Mundial de Ginástica, em Stuttgart, na Alemanha, onde fez história. Jade conquistou o melhor resultado brasileiro na competição ao ficar em terceiro lugar no individual geral, prova que reúne todos os aparelhos da modalidade.

A campanha em 2007 fez com que Jade Barbosa recebesse no final o prêmio de melhor atleta feminina do ano, prêmio este concedido pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

No início de 2008, a brasileira ainda foi indicada como a melhor ginasta do ano anterior pela International Gymnastics Hall of Fame.

Principais resultados em ordem cronológica:
• Ouro - Campeonato Brasileiro (RS) - 2005 Juvenil - Equipe
• Ouro - Campeonato Brasileiro (RS) - 2005 Juvenil - Individual Geral
• Ouro - Campeonato Brasileiro (RS) - 2005 Juvenil - Salto
• Ouro - Campeonato Brasileiro (RS) - 2005 Juvenil - Solo
• Ouro - Campeonato Brasileiro (SP) - 2006 Juvenil - Individual Geral
• Ouro - Campeonato Brasileiro (SP) - 2006 Juvenil - Paralela

• Prata - Campeonato Pan-americano (BRA) - 2005 Adulta - Equipe

• Ouro - Campeonato Brasileiro (GO) - 2006 Adulta - Salto
• Ouro - Campeonato Brasileiro (GO) - 2006 Adulta - Solo

• Ouro - Jogos Sul-Americanos (ARG) - 2006 Adulta - Equipe
• Ouro - Jogos Sul-Americanos (ARG) - 2006 Adulta - Individual Geral
• Ouro - Jogos Sul-Americanos (ARG) - 2006 Adulta - Salto
• Ouro - Jogos Sul-Americanos (ARG) - 2006 Adulta - Solo

• Ouro - Campeonato Brasileiro (PR) - 2007 Adulta - Equipe
• Ouro - Campeonato Brasileiro (PR) - 2007 Adulta - Individual Geral
• Ouro - Campeonato Brasileiro (PR) - 2007 Adulta - Salto
• Bronze - Campeonato Brasileiro (PR) - 2007 Adulta - Trave

• Prata - Copa do Mundo – Cottbus (ALE) - 2007 Adulta - Paralela
• 5º - Copa do Mundo – Cottbus (ALE) - 2007 Adulta - Salto
• 7º - Copa do Mundo – Paris (FRA) - 2007 Adulta - Solo
• 9º - Copa do Mundo – Paris (FRA) - 2007 Adulta - Paralela
• 4º - Copa do Mundo – Paris (FRA) - 2007 Adulta - Trave

• Ouro - Torneio Internacional BRA x CAN x GBR (BRA) - 2007 Adulta - Salto
• Ouro - Torneio Internacional BRA x CAN x GBR (BRA) - 2007 Adulta - Equipe
• Prata - Torneio Internacional BRA x CAN x GBR (BRA) - 2007 Adulta - Individual Geral
• Prata - Torneio Internacional BRA x CAN x GBR (BRA) - 2007 Adulta - Solo
• Ouro - Torneio Internacional BRA x CAN x GBR (BRA) - 2007 Adulta - Trave

• Prata - Jogos Pan- Americanos – Rio de Janeiro (BRA) - 2007 Adulta - Equipe
• 4º - Jogos Pan- Americanos – Rio de Janeiro (BRA) - 2007 Adulta - Individual Geral
• Ouro - Jogos Pan- Americanos – Rio de Janeiro (BRA) - 2007 Adulta - Salto
• 4º - Jogos Pan- Americanos – Rio de Janeiro (BRA) - 2007 Adulta - Trave
• Bronze - Jogos Pan- Americanos – Rio de Janeiro (BRA) - 2007 Adulta - Solo

• 5º - Campeonato Mundial – Stuttgart (ALE) - 2007 Adulta - Equipe
Bronze - Campeonato Mundial – Stuttgart (ALE) - 2007 Adulta - Individual Geral
• 5º - Campeonato Mundial – Stuttgart (ALE) - 2007 Adulta - Salto
• 7º - Campeonato Mundial – Stuttgart (ALE) - 2007 Adulta - Trave


JOÃO DERLY 


Nome completo:
João Derly de Oliveira Nunes Júnior
Nascimento: 02/06/81, em Porto Alegre (RS)
Altura / Peso: 1,63m e 66 kg
Residência: Porto Alegre (RS)
Clube: Sogipa (RS)
Site pessoal: www.joaoderly.com.br
Categoria: Meio-leve, até 66kg
Vaga em Pequim-2008: Classificado no Campeonato Mundial de Judô, no Rio de Janeiro (2007)

Curiosidades
Filme:
Coração Valente
Livro:
Bíblia
Time de coração:
Internacional
Outro esporte:
surfe
Ídolo:
Bimba
Hobby:
surfar
Comida:
pizza
Bebida:
Coca Cola Light
Super herói:
Wolverine
Outra carreira:
veterinário
Sonho:
medalha olímpica

O judoca João Derly foi o primeiro brasileiro da modalidade a conquistar uma medalha de ouro em um Campeonato Mundial da categoria principal (sênior). Tal feito foi alcançado no Campeonato Mundial de Judô de 2005, na cidade do Cairo (Egito). Além do título inédito, o gaúcho ainda foi escolhido o melhor atleta da competição. Na decisão, Derly derrotou por ippon o japonês Masato Uchishiba em menos de um minuto de combate.

Em 15 de setembro de 2007, o gaúcho sagrou-se bicampeão mundial durante o 25º Campeonato Mundial realizado no Rio de Janeiro, ao vencer o cubano Yordanes Arencibia, por um koka, no Golden Score (tempo extra realizado após o combate terminar empatado durante os cinco minutos regulamentares).


Títulos:
• 90/91/92/93/94/95/96/97/98/99/2001 - Decacampeão estadual
• 90/91/92/93/94/95 - Hexacampeão brasileiro nas categorias inferiores
• 1996, 1997 e 1998 - Tricampeão brasileiro juvenil
• 1997 e 1998 - Bicampeão brasileiro júnior
• 1998, 2000 e 2001 - Tricampeão brasileiro adulto
• 1998 - Bronze no Mundial Juvenil
• 1998 e 1999 - Bicampeão sul-americano adulto
• 1998 - Ouro no Aberto Internacional de Tre Torri (Itália)
• 1999 - Campeão pan-americano juvenil
• 2000 - Campeão mundial júnior, na Tunísia
• 2000 - Medalha de bronze no Campeonato Mundial Universitário
• 2001 - Campeão gaúcho absoluto
• 2001 - Medalha de bronze na Universíade de Pequim
• 2001 - Prata no Aberto Internacional de Tre Torri (Itália)
• 2002 - Medalha de prata no Torneio Aberto de Paris
• 2002 - Medalha de ouro no Grand Prix da Áustria, em Leonding
• 2002 - Medalha de ouro no Grand Prix de Praga, na República Tcheca
• 2002 - Medalha de ouro no Grand Prix de Varsóvia, na Polônia
• 2002 - Medalha de bronze no Torneio de Guido Sieni, na Itália
• 2003 - Vice-campeão Grand Prix Nacional de Judô
• 2003 - Campeão da Copa Aurélio Miguel
• 2005 - Campeão pan-americano sênior
• 2005 - Campeão mundial adulto, no Cairo, no 24º Campeonato Mundial de Judô.
• 2006 - Medalha de ouro na Super Copa do Mundo de Paris
• 2006 - Medalha de prata na Copa de Leonding, na Áustria
• 2006 - Primeiro lugar no ranking mundial de judô

Últimos títulos:
• 2007 - Medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro
• 2007 - Bicampeão mundial adulto, no Rio de Janeiro, no 25º Campeonato Mundial de Judô.
• 2007 - Campeão Copa do Mundo da Varsóvia (Polônia)
• 2007 - Bronze na Super Copa do Mundo de Hamburgo - Alemanha



THIAGO PEREIRA 

Nome completo: Thiago Machado Vilela Pereira
Nascimento: 26/01/86, em Volta Redonda (RJ)
Altura / Peso: 1,87m e 83kg
Residência: Belo Horizonte (MG)
Clube: Minas Tênis Clube (MG)
Site pessoal: www.thiagopereira.com.br

Provas com índice para Pequim-2008:
• 200m livre (classificado no Campeonato Mundial, em Melbourne, Austrália)
• 100m costas (classificado nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007)
• 200m costas (classificado nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007)
• 200m peito (classificado nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007)
• 200m e 400m medley (classificado nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007)

Os atletas das provas de 4x100m livre, 4x200m livre e 4x100m medley, nas quais o Brasil já garantiu classificação nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007, ainda não foram definidos. Há a possibilidade de Thiago Pereira vir a competir em alguma delas.  

Títulos:
• Medalha de ouro nos 100m, 200m e 400m medley na etapa de Estocolmo da Copa do Mundo;
• Medalha de ouro nos 100m, 200m e 400m medley na etapa de Berlim da Copa do Mundo (recorde mundial nos 200m medley);
• Medalha de ouro nos 200m e 400m medley nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007;
• Medalha de ouro nos 200m costas nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007;
• Medalha de ouro nos 200m peito nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007;
• Medalha de ouro nos revezamentos 4x100m e 4x200m livre nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007;
• Medalha de prata no revezamento 4x100m medley nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007;
• Medalha de bronze nos 100m costas nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007;
• Medalha de prata nos 200m medley nos Jogos Pan-Americanos Santo Domingo 2003;
• Medalha de bronze nos 400m livre nos Jogos Pan-Americanos em Santo Domingo 2003;
• Campeão do Circuito Mundial de Piscina Curta nos 200m medley, em 2004;

 


 

 

   

 

Lance Activo

ir para
Activo
Aqui é você que manda
Fala galera

O que de mais marcante aconteceu da Olimpíada de Pequim?

Enviar opiniãoVer resultados

Terminada a participação brasileira em Pequim, qual é a avaliação?

Enviar opiniãoVer resultados
Envie material para o LANCE!