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Período: 25 de julho a 9 de agosto
Países participantes: 169
Atletas: 9.367 (6.659 homens e 2.708 mulheres)
Brasil: 25º lugar
Esportes: 29
NÚMEROS BRASIL
Atletas: 198 (148 homens e 50 mulheres)
Esportes: 23 (Atletismo, Basquete, Boxe, Canoagem, Ciclismo, Esgrima, Ginástica artística, Ginástica rítmica, Hipismo, Hóquei sobre patins, Judô, Levantamento de peso, Luta, Nado sincronizado, Natação, Remo, Saltos ornamentais, Tênis, Tênis de mesa, Tiro, Tiro com arco, Vela e Vôlei)
Medalhas: duas de ouro (Rogério Sampaio, na categoria meio-leve, no judô; e equipe masculina de vôlei) e uma de prata (Gustavo Borges, nos 100 m livre, na natação)
Barcelona será sempre lembrada pelo show dos astros da NBA
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O barão de Coubertin, fundador do Comitê Olímpico Internacional (COI), já tinha prometido a Olimpíada a Barcelona em 1924. Mas em cima da hora escolheu Paris, capital da França, seu país natal. Em 1936, os espanhóis também estiveram perto de sediar a Olimpíada, mas a eclosão da Guerra Civil naquele ano exigiu o adiamento do sonho olímpico. Quando enfim ganharam o direito de realizar os Jogos, os espanhóis fizeram um bom trabalho. A remodelação sofrida por Barcelona foi considerada um exemplo para o mundo todo dos benefícios que uma Olimpíada pode trazer.
Entre os Jogos de Seul e Barcelona, o mundo passou por profundas transformações geopolíticas. O mais significativo deles foi a fragmentação da União Soviética em 15 repúblicas, em 1991. Os países bálticos (Lituânia, Letônia e Estônia) voltaram a participar da Olimpíada e os demais países da ex-União Soviética formaram a Comunidade dos Estados Independentes (CEI), que desfilou sob a bandeira do Comitê Olímpico Internacional (COI). Porém, os vencedores das provas tiveram içadas as bandeiras de suas próprias repúblicas.
Além disso, a Alemanha - reunificada em 1989, após a queda do Muro de Berlim - competiu sob uma só bandeira, o que não acontecia desde 1956. A África do Sul, livre do regime segregacionista do apartheid, pôde retornar à Olimpíada. A Albânia, que estava ausente dos Jogos havia 30 anos, também retornou. A única nação impedida de participar pelo COI foi a Iugoslávia por causa da agressão militar da Sérvia contra Croácia e Bósnia, que tentavam se tornar independentes. Ainda assim, só os esportes coletivos foram atingidos pela proibição. Os demais esportistas puderam participar como "atletas olímpicos independentes".
Depois de Seul-88, o COI liberou a participação de atletas profissionais nos Jogos, encerrando oficialmente a hipócrita e caduca proibição aos atletas que ganhavam dinheiro para praticar esportes. Apenas o boxe mateve seus atletas amadores e o futebol optou por liberar apenas três jogadores maiores de 23 anos de idade.
Com a liberação do profissionalismo, o mundo pôde assistir ao melhor time de basquete já formado. O "Dream Team" (time dos sonhos), como ficou conhecida a Seleção americana, era integrada por jogadores da NBA, a liga profissional do país. O time que tinha mitos como Michael Jordan e Magic Johnson (que não desistiu da Olimpíada, mesmo sabendo que era portador do vírus HIV), arrasou os adversários e encantou o mundo.
Após duas Olimpíadas, o Brasil voltou a conquistar duas medalhas de ouro. Uma foi garantida pelo judoca Rogério Sampaio, que venceu a final da categoria meio-leve contra o húngaro Joszef Csak na contagem de pontos. A outra medalha entrou para a história como o primeiro ouro de um esporte coletivo do Brasil. Comandada pelo técnico José Roberto Guimarães - que hoje treina a Seleção feminina -, a equipe masculina de vôlei derrotou a Holanda na final por 3 sets a 0.
O time titular era formado por Carlão, Giovane, Marcelo Negrão, Maurício, Paulão e Tande.
Dois destes jogadores garantiram o bi em Atenas: Giovane e Maurício.
A medalha de prata de Gustavo Borges nos 100m livre precisou de um esforço dos dirigentes para ser confirmada. A prova foi acirrada, com o russo Aleksandr Popov chegando em primeiro e Gustavo em segundo. Assim que terminou a prova, o nome do brasileiro não apareceu no placar. Os dirigentes do Brasil reclamaram e o nome de Gustavo apareceu em quinto lugar. Para tirar a dúvida, os fiscais assistiram ao VT da prova e comprovaram que o Brasil tinha mesmo ficado com a prata.
Pela primeira vez desde Tóquio-1964, o atletismo não trouxe medalha, mas passou perto. Róbson Caetano ficou em quarto lugar nos 200m rasos e Zequinha Barbosa na mesma posição nos 800m.
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Medalha dos Jogos
de Barcelona (1992) |
CURIOSIDADES
- Com o aval do COI para a participação de atletas profissionais a partir de Barcelona, a equipe norte-americana de basquete, formada pelos astros da NBA como Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird e Scottie Pippen - e chamada de Dream Team – ganhou com facilidade a medalha de ouro fazendo grandes exibições para delírio das platéias que lotavam o ginásio durante as partidas.
- A etíope Derartu Tulu venceu a prova dos 10.000 metros no atletismo e tornou-se a primeira negra africana a ganhar um ouro em Olimpíadas. Como um sinal dos novos tempos, após a prova, ela e a segunda colocada, a sul-africana branca Elana Meyer, deram a volta olímpica de mãos dadas, um símbolo da nova África livre do racismo nos Jogos.
- O ginasta russo Vitaly Scherbo ganhou seis medalhas de ouro em Barcelona, sendo quatro no mesmo dia, cinco delas em modalidades individuais. Foi o primeiro a conseguir tal feito.
- Andreas Keller, integrante da equipe alemã medalha de ouro no hóquei sobre a grama, foi o terceiro de uma geração familiar a conquistar uma medalha olímpica. Seu pai, Carsten, ganhou um ouro em Munique 1972 e seu avô, Erwin, uma prata nos Jogos de Berlim em 1936.
- Beisebol, judô feminino e badminton passaram a fazer parte do programa olímpico.
- Fu Mingxia, da China, ganha o ouro na plataforma de 10 metros, nos Saltos ornamentais, com apenas 13 anos de idade.
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HERÓI DOS JOGOS - MAGIC JOHNSON
Earvin "Magic" Johnson, Jr. é um dos maiores jogadores da história da NBA (Liga Nacional Norte Americana de Basquete). Jogou no Los Angeles Lakers durante toda sua carreira (1983-1994). Magic participou do Dream Team na Olimpíada de Barcelona em 1992, e ficou também conhecido mundialmente por jogar sendo portador do vírus HIV. Sofreu muitos preconceitos por causa disto, mas enfrentou e ultrapassou as dificuldades impostas pela doença e voltou ao basquetebol após ter parado.
Dono de algumas das jogadas mais belas da história da NBA, Magic Johnson tinha uma visão de quadra espetacular, possibiltando-o a dar assistências que ninguém mais enxergava. Ainda hoje há quem discuta sobre quem foi o melhor de todos os tempos: Michael Jordan ou Magic Johnson. Apesar disso, é fato que a imensa maioria dos especialistas considera Jordan como o melhor dos dois, tendo eleito este como o maior jogador de basquetebol de todos os tempos (e por muitos como o mais importante atleta de todos os tempos).
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