Ídolos

Renato Portaluppi
"Irreverente", "desafiador", "irresponsável", "maluco". Estes foram alguns dos adjetivos que Renato Gaúcho recebeu ao longo de sua passagem pelo Grêmio. Porém, um sempre foi ouvido mais alto: "craque". Renato jogou por seis anos no Grêmio (1982 a 1987). Conquistou dois campeonatos gaúchos (1985 e 1986), uma Taça Libertadores da América (1983) e um Mundial de Clubes (1983). Aliás, foi o herói da maior conquista do Grêmio em sua história, marcando os dois gols da vitória sobre o forte Hamburgo, da Alemanha, e sendo eleito o melhor jogador da partida em Tóquio, no Japão.

Jorge Carlos Carneiro - Ortunho
Titular absoluto do Grêmio entre 1959 e 1967, Ortunho (que ganhou este apelido por lembrar um jogador do Peñarol na época) foi considerado um dos maiores meias do Grêmio em todos os tempos. Era excelente na marcação e no apoio ao ataque. Em nove anos de clube, Ortunho conquistou oito títulos gaúchos, uma das maiores médias da história do Grêmio.

Eurico Lara
Tido como o maior goleiro da história do Rio Grande do Sul, Eurico Lara jogou no Grêmio entre 1920 e 1935. Neste período conquistou os títulos gaúchos de 1921, 22, 26, 31 e 32. Era tido como um perfeccionista, que se preocupava com os menores detalhes de sua profissão. Aperfeiçoava-se tanto que, na década de 30, sofreu poucos gols em jogadas de escanteio de tanto treinar saídas de gol. Famoso por seus munhecaços, que colocavam a bola invariavelmente longe da grande área, Lara abandonou o Grêmio em 1935, vindo a falecer dois anos depois, por problemas cardíacos.

Milton Martins Kuelle
Determinação. Esta palavra poderia definir o perfil de Milton no Grêmio, se não fosse a palavra fidelidade. Milton defendeu o Grêmio entre os anos de 1954 e 1965, ganhando os títulos gaúchos de 1956 a 1960 e de 1962 a 1965. Sua determinação podia ser medida pela obstinação com que corria atrás da bola, preparava jogadas de ataque e marcava. Milton abandonou o futebol em 1965, aos 32 anos, para se dedicar a odontologia.
 

Everaldo Marques da Sil
Único jogador do Grêmio a sagrar-se campeão mundial pela Seleção Brasileira (feito que lhe valeu uma estrela na bandeira do clube), Everaldo foi um excelente lateral-esquerdo, dono de uma imensa capacidade de marcação e bom poder de apoio ao ataque. Tricampeão gaúcho em 1966/67/68, Everaldo era reserva de Marco Antônio na Seleção Brasileira em 1970 e ganhou a posição já no México. Em 1974, quando se preparava para abandonar o futebol e entrar na carreira política, sofreu um acidente automobilístico, falecendo juntamente com sua esposa e filha.

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