| Manoel Francisco dos Santos - Garrincha |
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Para muitos, Garrincha foi o mais habilidoso jogador de futebol que já existiu. Dono de uma incrível capacidade de driblar, ele é o símbolo máximo do Botafogo em sua história. Após tentar a sorte e ser rejeitado no Vasco e no São Cristóvão (por causa de suas pernas tortas e do desvio que tinha na coluna), Garrincha foi treinar no Botafogo. Em sua primeira jogada, pôs a bola entre as pernas do já lendário lateral-esquerdo Nilton Santos e acabou contratado a pedido do próprio lateral.
Pelo Botafogo, disputou 608 partidas e marcou 245 gols. Conquistou três Campeonatos Cariocas (1957, 61 e 62) e dois Torneios Rio-São Paulo (1962 e 1964). Pela Seleção Brasileira, conquistou duas Copas do Mundo (1958 e 1962), e detém até hoje uma marca impressionante: perdeu apenas uma das 61 partidas que fez com a camisa da Seleção. Vítima de cirrose hepática, morreu no Rio de Janeiro em 1983. Em 1998, foi escolhido para a seleção de todos os tempos da Fifa, em eleição que contou com votos de jornalistas do mundo inteiro.
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| Nilton Santos |
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Sua habilidade e controle de bola, aliados à categoria e à segurança, o transformaram no maior lateral-esquerdo da história do futebol mundial, chegando a ser chamado de "A Enciclopédia do Futebol". Em toda sua carreira jogou apenas no Botafogo e na Seleção Brasileira, tendo defendido o alvinegro em 718 partidas, marcando 11 gols. No alvinegro, foi campeão carioca quatro vezes (1948, 1957, 1961 e 1962) e conquistou dois Torneios Rio-São Paulo (1962 e 1964).
Foi bicampeão mundial pela Seleção Brasileira, em 1958 e 1962, e esteve também nas Copas de 50 e 54. Nunca perdeu uma decisão e, assim como Garrincha, foi escolhido para seleção da Fifa de todos os tempos, em eleição realizada em 1998.
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| Jair Ventura Filho - Jairzinho |
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| Revelado em General Severiano, Jairzinho herdou e honrou a camisa 7 de Garrincha no Botafogo, na segunda metade dos anos 60 e início dos 70. No Mundial do México, em 1970, foi o artilheiro do Brasil, com 7 gols (marcando em todas as partidas), e ganhou o apelido de "Furacão da Copa", por sua velocidade e disposição. Em 404 partidas pelo Botafogo, marcou 189 gols, conquistando o bi-bi do Campeonato Carioca e da Taça Guanabara (1967/68) e dois Torneios Rio-São Paulo (1964 e 1966). Disputou três Copas do Mundo (66, 70 e 74) e foi campeão uma vez (1970). |
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| Waldyr Pereira - Didi |
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A sua maestria na arte de jogar futebol lhe rendeu vários títulos e homenagens, exaltando sua classe e sua elegância. Didi é uma das poucas unanimidades no que se refere a jogadores de habilidade e liderança no futebol brasileiro. Ficou famoso como o inventor da "folha seca", um estilo de cobrar falta que dava à bola um efeito inesperado, semelhante ao de uma folha caindo. Em uma cobrança de falta nesse estilo, classificou o Brasil para a Copa de 58, com a vitória por 1 a 0 sobre o Peru, nas eliminatórias de 1957. Na Suécia, foi eleito o melhor jogador do Mundial.
Foi, também, o autor do primeiro gol no Maracanã, na partida inaugural do estádio, em 1950, entre as seleções carioca e paulista (com vitória de São Paulo, por 2 a 1). Pelo Botafogo, Didi disputou 313 partidas, marcando 114 gols e conquistando três Campeonatos Cariocas (1957, 61 e 62) e um Torneio Rio-São Paulo (1962). Pela Seleção Brasileira, conquistou duas Copas do Mundo (1958 e 1962), tando participado também da Seleção que foi à Copa de 54, na Suíça. Jogou também pelo Fluminense e pelo Real Madrid.
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| Heleno de Freitas |
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Dono de um gênio intempestivo que muitas vezes o fazia ser expulso de campo e lhe trazia muitos inimigos, Heleno, apelidado do Gilda, por seu temperamento, foi o símbolo de um Botafogo guerreiro, que nunca se dava por vencido. Chegou ao time principal do Botafogo em 1937, com a responsabilidade de substituir o ídolo Carvalho Leite (goleador do tetracampeonato estadual, de 1932 a 35) e não decepcionou a torcida, com grande habilidade e excelente cabeceio.
Dono de uma postura elegante dentro e fora de campo, foi o maior ídolo alvinegro antes de Garrincha, mesmo sem nunca ter sido campeão pelo clube. Marcou sua passagem pelo Glorioso com 204 gols em 233 jogos, tornando-se o quarto maior artilheiro da história do clube. Deixou General Severiano em 1948, quando foi vendido ao Boca Juniors, da Argentina. Ainda atuou pelo Vasco (onde foi campeão estadual, em 49), pelo Atlético de Barranquilla (da Colômbia) e pelo América antes de ser internado em um sanatório em Barbacena, em 1953, onde morreria seis anos mais tarde.
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