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PAPO COM O BETO
Carlos Alberto Vieira começou no Jornal dos Sports e é editor do LANCE! desde 2000. Já comandou as editorias de futebol internacional, futebol brasileiro, original e produção. Hoje é responsável pelo fechamento da edição Rio.
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PRANCHETA
Flu x Boca: análise
O Fluminense está na final da Libertadores. Eis aí uma grande justiça. O Tricolor mereceu e muito. A campanha está aí para provar.
Mas é preciso analisar o jogo. Nesta quarta-feira o Fluminense fez uma boa partida? Apenas depois da entrada de Dodô, que fez a diferença.
O Fluminense foi dominado no primeiro tempo. Deixou o Boca tomas as rédeas do jogo. E como o time argentino tem excelente toque de bola e variação de jogadas, criou as melhores oportunidades. Não saiu na frente por causa de duas coisas: a ineficiência nos arremates de fora da área e o bom posicionamento da dupla de zaga do Flu (rechaçavam quase todas as bolas). Mas o Fluminense não teve postura. Se retraiu e trabalhou 45 minutos como se fosse um time muito inferior ao rival, o que não é uma verdade.
Ousadia, apenas com Cícero. Mas ele exagerou nas firulas. Conca? Uma vez ou outra. Washington? Isolado demais, embora estivesse bem colocado no lance mais perigoso do Flu (por pouco não marcou).
Veio o segundo tempo. E tome apatia do Flu. E com isso o Boca conseguiu chegar ao 1 a 0 com Palermo.
A coisa ficou preta.
Renato precisava pôr o ataque para funcionar. Entrou Dodô. Dois minutos depois, ele sofreu falta. Washington bate e empata. Mais tarde, Dodô tem participação ativa num ataque veloz que termina num chute de Conca: 2 a 1. Dodô aparece várias vezes e quase marca em duas oportunidades. E aos 47 faz 3 a 1.
Me diga uma coisa: Dodô merece a reserva?
Mas deixemos de lado que o Flu só acordou depois de 59 minutos. O que vai ficar para a história é que este time já entrou para a história. E entra como favorito para a final contra a boa equipe da LDU.
E parabéns para a torcida. Que ela continue dando show. O futebol do Rio só tem a ganhar.
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